Sim, eu prefiro ir pra cozinha!

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Desde muito cedo tive atração pela cozinha… Era lá  que as festas de família se concentravam. Lá que, sentada num banquinho, eu ouvia todas as fofocas e sabia de tudo o que estava acontecendo. Mas, engana-se quem pensa que junto a essas lembranças também existem quitutes, receitas de família e travessuras de criança roubando guloseimas… Ok, talvez uma ou outra(s) rabanada(s) quente(s), mas natal não conta, né? 🙂

Digo que não tenho essas lembranças por que minha família não é um clã que cozinha. Minha avó não foi um exemplar da D. Benta na terra. Pra falar a verdade, nem sei se tinha caderno de receitas. Minha mãe, então, nem se fala… Chora por ter que cozinhar, literalmente. E provavelmente vai chorar ao ler esse texto, achando me causou algum trauma, coitada. Fiquem tranquilos, não tem trauma nenhum. Muito pelo contrário, tem descoberta! E muito amor!

Mesmo nunca tendo sido estimulada a cozinhar os temperos, ingredientes, medidas, receitas e panelas sempre me interessaram. Lembro de vasculhar os cadernos e livros de receitas lá de casa  e imaginar como as receitas ficariam. e, também colecionava receitas no caderno da minha mãe. Mas, não podia fazer muita coisa. No máximo um bolinho simples ou receita de liquidificador, sob a promessa de deixar a cozinha limpa depois que tudo acabasse.

O tempo foi passando e eu não criei uma intimidade com  cozinha. Sabia fazer o básico, mas não achava que levava jeito… até que casei. E, antes que reclamem, não foi uma questão machista eu ter parado na cozinha. Foi obra do amor! Amor por ver pessoas queridas felizes comendo o que eu cozinhei… Também foi a vontade de ter família e amigos reunidos em torno da mesa, rindo, felizes e com a pança cheia. Depois, filhos disputando a escolha da sobremesa, muitas festinhas e lanches para os amiguinhos. Mais tarde as noras e genros pedindo dicas e trocando receitas. E, finalmente os netos, ahhh… os netos… eternizando a minha existência na terra com pedidos de carinho em forma de docinhos, lanchinhos e mais festa.  Essa foi a minha primeira motivação para aprender a cozinhar. As outras eu vou mostrando aos pouquinhos aqui no blog… 🙂

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1 comentário Adicione o seu

  1. Adorei suas memórias!! Eu venho de um clã culinário, e meu marido também, então me senti responsável por não deixar morrer esse legado, já que não seria meu marido a fazê-lo. Como você bem disse, cozinhar é um ato de amor, de carinho para com o outro, aproxima as pessoas e estreita laços. Pois, vivendo em uma sociedade onde as pessoas optam pelo fast food, não há nada melhor do saborear uma bela comida caseira, temperada com muito amor e dedicação. 😉

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